Os Sinais da Vinda de Cristo | O Apocalipse Segundo o Evangelho

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Os Sinais da Vinda de Cristo | O Apocalipse Segundo o Evangelho

Mensagem  Admin em Seg Maio 23, 2016 1:46 am

<p align="center"><strong>Recomendamos a leitura deste estudo a todos nossos leitores “de passagem” que anseiam em conhecer sempre mais da Palavra do Nosso Pai.</strong></p> <p align="center"><strong><font color="#646b86" size="4"><font face="Californian FB"><img src="http://agrandecidade.files.wordpress.com/2012/10/gt-3.png" width="255" height="180"><br><br></font></font></strong></p> <a name='more'></a> <p align="center"><strong><font color="#646b86" size="4"><font face="Californian FB">1º Estudo: OS SINAIS DA VINDA DE CRISTO <br></font></font></strong><sup><em>(O texto a seguir é de autoria de Hermes C. Fernandes, e pode ser conferido na íntegra em </em><a title="Predi&ccedil;&otilde;es de Cristo | Autenticismo na Web | Texto de: Monergismo.com" href="http://www.monergismo.com/textos/pos_milenismo/predicoes_cristo_hermes.htm" target="_blank"><em>Monergismo.com</em></a><em>)</em></sup> </p> <p align="left"><br><strong>1. Guerras e Revoluções</strong></a> </p> <p><i>“</i><em>Quando ouvirdes falar de guerras e revolu</em><em>çõ</em><em>es, n</em><em>ã</em><em>o vos assusteis. </em><em>É</em><em> necess</em><em>á</em><em>rio que isto aconte</em><em>ç</em><em>a primeiro, mas o fim n</em><em>ã</em><em>o ser</em><em>á</em><em> logo. Ent</em><em>ã</em><em>o lhes disse: Levantar-se-</em><em>á</em><em> na</em><em>çã</em><em>o contra na</em><em>çã</em><em>o, e reino contra reino</em><i>”</i><i> </i>(Lc.21:9-10). <p>Flavio Josefo registra em seu livro <em>Guerras dos Judeus</em><i> </i>os inúmeros conflitos e revoluções ocorridos durante o tempo que antecedeu a queda de Jerusalém. Em Cesareia, por exemplo, foram mortos mais de vinte mil em uma disputa entre judeus e sírios concernente ao governo da cidade. Em Alexandria, mais de cinquenta mil judeus morreram em um conflito com os gentios. Em Damasco, a população local conspirou contra os judeus e abateram mais de dez mil pessoas desarmadas. Além desses conflitos envolvendo judeus, o império romano viveu dias de convulsão social. Revoltas, conspirações, e guerras envolvendo muitas nações foram o cotidiano da população daquele império. Roma tornou-se uma verdadeira máquina de guerra. <p><b><br><strong>1.2. Cataclismos</strong></b> <p><i>“</i><em>Haver</em><em>á</em><em> grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu</em><i>”</i><i> </i>(Lc.21:11). <p><em>1.2.1. TERREMOTOS -</em><i> </i>Os trinta anos que precederam a queda de Jerusalém foram marcados por terremotos e catástrofes que acabaram dizimando a população do império. Em 46 d.C. houve um grande terremoto em Creta. Talvez fosse sobre isso que Paulo falava ao afirmar que a ira de Deus havia caído sobre os judeus de Creta (1 Tess.2:16). No dia em que Nero assumiu a toga virillis, em 51 d.C. houve um terremoto em Roma. Houve outro terremoto em Apamea, na Frígia, mencionado por Tácito, historiador romano, que também menciona diversos outros terremotos em Campanha e em Laodicéia. Um terremoto muito forte sacudiu Jerusalém em 67 d.C., pouco antes daquela cidade ser invadida e destruída pelas hostes romanas. Escrevendo acerca de um terremoto que acometeu Jerusalém pouco antes de ser invadida pelos romanos, Josefo diz que <i>”</i><em>sobreveio uma horr</em><em>í</em><em>vel tempestade: a viol</em><em>ê</em><em>ncia do vento, a impetuosidade da chuva, a quantidade de rel</em><em>â</em><em>mpagos, o ribombar horrível do trovão, e um tremor de terra, acompanhado de rugidos, perturbou de tal modo a ordem da natureza, que todos o julgaram presságio de grandes desgraças</em><i>”</i><i> </i>(Livro Quarto, Cap.17: 316). Não podemos nos esquecer dos abalos sísmicos registrados em Atos, como aquele que provocou a abertura do cárcere para os apóstolos Paulo e Silas (At.16:26; 4:31). <p>Sempre que ocorre um grande tremor sísmico, pensa-se logo na volta de Cristo. Entretanto, devemos ser cautelosos, pois sempre houve tremores sísmicos no mundo. A diferença é que hoje somos bombardeados por notícias online, em tempo real, através das grandes agências de notícias. <p>Terremotos são medidos por uma escala chamada Richter. Ocorrem milhares deles por ano no mundo. Terremotos de até 1,9 graus na escala Richter, considerados muito fracos, acontecem cerca de 416 mil vezes por ano. De 2 a 2,9 graus, cerca de 52 mil vezes por ano. De 3 a 3,9 graus, 49 mil vezes por ano. De 4 a 4,9 graus, considerados ainda leves, 6.200 vezes por ano. De 5 a 5,9 graus (moderado), 800 vezes por ano. De 6 a 6,9 graus (forte), cerca de 120 vezes por ano. De 7 a 7,9 graus (muito forte), cerca de 18 vezes por ano. E de 8 graus ou mais, considerado devastador, pelo menos uma vez a cada ano. Ao todo, são mais de meio milhão de tremores sísmicos a cada ano. <p><em>1..2.2. FOMES E PESTES -</em><i> </i>As constantes guerras, e os terremotos acabaram abalando a economia de todo império, o que acabou provocando fome, e pestes que dizimaram ainda mais as populações das cidades. Em Atos 11:28 lemos acerca de um profeta cristão chamado Ágabo que <i>”</i><em>dava a entender, pelo Esp</em><em>í</em><em>rito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, a qual aconteceu no tempo de Claudio</em><i>”</i><em>.</em><i> </i>Josefo diz que devido ao cerco das tropas romanas, houve grande carestia em Jerusalém. <i>”</i><em>Enquanto tudo isso se passava, em redor do templo, a fome e a carestia faziam tal devastação na cidade que o número dos que ela destruía era impossível de se conhecer</em><i>”</i><i> </i>(Livro sexto Cap.19:458). Os famintos moradores de Jerusalém comiam até mesmo a sola dos sapatos, o couro dos escudos ou um punhado de feno podre. Josefo ainda relata o caso de uma mãe que comeu o seu próprio filho. <p>Quanto às pestilências, temos como exemplo uma peste que varreu a cidade de Roma em 65 d.C., matando cerca de trinta mil pessoas em um único outono. <p><strong>1.3. Coisas espantosas e Sinais no céu</strong> <p>As primeiras predições mostravam o quanto os homens seriam afetados diretamente pelas guerras, fome e pestes. O segundo grupo de predições aponta para as indicações de Deus, intervindo na ordem natural da criação a fim de alertar acerca do juízo eminente. <p>De acordo com Josefo em seu livro <em>Guerras dos Judeus,</em><i> </i>houve inúmeros sinais, tanto na terra como no céu, que prediziam a desgraça que viria sobre Jerusalém. Abaixo, vamos relatar alguns deles com as palavras do próprio Josefo: <p>•&nbsp; <em>Um cometa, que tinha a forma de uma espada apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.</em> <p>•&nbsp; <em>Antes de começar a guerra, o povo reunira-se a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar e do templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.</em> <p>•&nbsp; <em>Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do templo.</em> <p>•&nbsp; <em>Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também a viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade. Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharam-se pelas cidades, como para cercá-las.</em> <p>Josefo fala de outros sinais que preferimos não mencionar aqui, por nos faltar tempo e espaço. <p><strong>1.4. O Princípio das Dores</strong> <p>Mateus termina esta parte do sermão profético com Jesus dizendo: <i>”</i><em>Mas todas essas coisas s</em><em>ã</em><em>o o princ</em><em>í</em><em>pio das dores</em><i>”</i><i> </i>(24:Cool. A palavra <i>“</i>dores<i>”</i> aqui significa literalmente <i>“</i>dores de parto<i>”</i>. O velho <em>aión</em><i> </i>estava gemendo, proferindo vários <i>“</i> <em>ais!</em><i> ”</i><i> </i>antes de dar à luz o novo <em>aión..</em><i> </i>Todos os cataclismos naturais preditos por Jesus nada mais eram do que os gemidos da criação. No dizer de Paulo, <i>”</i><em>toda a cria</em><em>çã</em><em>o geme como se estivesse com dores de parto at</em><em>é</em><em> agora</em><i>”</i><i> </i>(Rm.8:22). É a partir do velho mundo que Deus cria o Novo Mundo. Espiritualmente falando, o Novo Aión foi concebido na Cruz, nasceu no Pentecostes, e teve seu umbigo aparado no momento em que o Velho Tabernáculo, o Templo judeu caiu. Entretanto, quando falamos do cosmo, da criação, temos que admitir que ela ainda geme, com dores de parto, aguardando tão-somente a <em>parousia</em><i> </i>dos filhos de Deus (Rm.8:19). Quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e a plenitude dos gentios houver adentrado a Cidade de Deus, então, as dores de parto da criação terão chegado ao fim. O mundo material já estará todo renovado, e a natureza viverá em harmonia sob o domínio dos filhos de Deus. Portanto, essas dores de parto só terminarão quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e isso, por sua vez, só ocorrerá quando Cristo retornar fisicamente a Terra. Por isso, ainda hoje há terremotos, maremotos, vulcões, secas e outros cataclismos. <p><strong>Parte 2</strong> <p>Depois de mostrar o quanto a ordem social, e a ordem natural da criação seriam afetadas como prelúdio do juízo que cairia sobre Jerusalém e seus habitantes, Jesus muda Seu foco. Agora, Ele passava a mostrar o quanto a própria Igreja sofreria durante aquilo que Ele chamou de <i>“</i>Princípio das Dores<i>”</i>. <p><strong>2.1. Perseguição</strong> <p><i>“</i><em>Mas antes de todas estas coisas, lan</em><em>ç</em><em>ar</em><em>ã</em><em>o m</em><em>ã</em><em>o de v</em><em>ó</em><em>s, e vos perseguir</em><em>ã</em><em>o, entregando-vos </em><em>à</em><em>s sinagogas e </em><em>à</em><em>s pris</em><em>õ</em><em>es, e conduzindo-vos </em><em>à</em><em> presen</em><em>ç</em><em>a de reis e governadores, por causa do meu nome. Isto vos acontecerá para testemunho. Mas proponde em vossos corações não premeditar como haveis de responder, porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos os que se vos opuserem. Até pelos pais, irmãos, parentes e amigos sereis entregues, e matarão alguns de vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um único cabelo de vossa cabeça. Na vossa perseverança ganhareis as vossas almas</em><i>”</i><i> </i>(Lc.21:12-19). Toda a perseguição predita aqui cumpriu-se nos dias da Igreja Primitiva. Aquela foi, por assim dizer, a grande tribulação. Basta um olhada superficial nos Atos dos Apóstolos para averiguarmos isso. Os apóstolos foram entregues às sinagogas, e delas foram diretamente para as prisões. <p>Foram as autoridades judaicas as principais opositoras do Evangelho no primeiro século. Foram também elas que conduziram os apóstolos à presença de reis e governadores para depor (ex.: At.23:12-15; 24:1). Aquele período se encaixa bem com o que chamamos de Grande Tribulação. Muitos discípulos foram martirizados, a exemplo do que aconteceu com Estêvão, Tiago, e o próprio Paulo, que foi decapitado, e também Pedro, que foi crucificado de cabeça para baixo, como afirma a tradição. O que os mantinha firmes em sua convicção era a promessa de que na perseverança eles ganhariam as suas almas. Por isso, muitos deles, ao serem conduzidos à arena para serem atirados às feras, iam cantando e glorificando a Deus. Outros eram mortos rogando a Deus que perdoasse os seus algozes. <p>É bem verdade que durante outros períodos a igreja foi combatida, perseguida, e que muitos dos seus seguidores foram torturados até a morte. Ainda hoje, em alguns países islâmicos, os cristãos são presos, e até mortos por amor à sua fé. Entretanto, jamais houve ou haverá qualquer perseguição contra a igreja numa escala parecida com a que houve no primeiro século da era cristã. É de Cristo a declaração que haveria então<i>”</i><em>grande afli</em><em>çã</em><em>o, como nunca houve at</em><em>é</em><em> agora, nem jamais haver</em><em>á</em><em>. Se aqueles dias n</em><em>ã</em><em>o fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias</em><i>”</i><i> </i>(Mt.24:21-22). <p><strong>2.2. Apostasia</strong> <p>Em função da dura perseguição suscitada pelos judeus e por Roma, muitos cristãos se deixaram apostatar da fé. Jesus prediz: <i>”</i><em>Nesse tempo, muitos se escandalizar</em><em>ã</em><em>o, trair-se-</em><em>ã</em><em>o mutuamente e se odiar</em><em>ã</em><em>o uns aos outros (...) E por se multiplicar a iniq</em><em>ü</em><em>idade, o amor de quase todos esfriar</em><em>á</em><em>. Mas aquele que perseverar at</em><em>é</em><em> o fim ser</em><em>á</em><em> salvo</em><i>”</i><i> </i>(Mt.24:10,12-13). Tudo isso se cumpriu na igreja do primeiro século. Em certo sentido, a apostasia era um inimigo maior do que a perseguição empreendida pelos judeus e pelos romanos. <p>Paulo, ao despedir-se dos efésios, reunindo seus bispos disse: <i>”</i><em>Sei que depois da minha partida entrar</em><em>ã</em><em>o no meio de v</em><em>ó</em><em>s lobos cru</em><em>é</em><em>is que n</em><em>ã</em><em>o poupar</em><em>ã</em><em>o o rebanho. E que DENTRE V</em><em>Ó</em><em>S MESMOS se levantar</em><em>ã</em><em>o homens que falar</em><em>ã</em><em>o coisas perversas para atrair os disc</em><em>í</em><em>pulos ap</em><em>ó</em><em>s si</em><i>”</i><i> </i>(At.20:29-30). Eram esses apóstatas que buscavam fazer comércio do povo de Deus, e introduziam heresias dissimuladoras no seio da igreja. Pedro admoesta os seus leitores: <em>...entre v</em><em>ó</em><em>s tamb</em><em>é</em><em>m haver</em><em>á</em><em> falsos mestres, os quais introduzir</em><em>ã</em><em>o encobertamente heresias destruidoras, negando at</em><em>é</em><em> o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme</em><i>”</i><i> </i>(2 Pe.2:1-3). Por causa desses falsos mestres, muitos se esfriaram na fé, e abandonaram o primeiro amor. Porém, os que foram perseverantes foram salvos. Mas foram salvos de quê? Não está em foco aqui a salvação eterna dos crentes. Minutos antes de declarar tudo isso, Jesus havia dito: <i>”</i><em>Em verdade vos digo que TODAS ESTAS COISAS h</em><em>ã</em><em>o de vir sobre esta gera</em><em>çã</em><em>o</em><i>”</i><i> </i>(Mt.23:36). Por isso, assim que os discípulos receberam o Espírito Santo no Pentecostes, a Escritura diz que Pedro <i>”</i><em>com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: SALVAI-VOS DESTA GERAÇÃO PERVERSA</em><i>”</i><i> </i>(At.2:40). <p>Aquela geração que viveu nos dias de Jesus seria o receptáculo da ira divina. Aquelas profecias de Jesus não apontavam para um futuro distante, ou para alguma geração futura, mas para aquela geração. Jesus afirmou: <i>”</i><em>Em verdade vos digo que n</em><em>ã</em><em>o passar</em><em>á</em><em> ESTA GERA</em><em>ÇÃ</em><em>O sem que TODAS ESTAS COISAS ACONTE</em><em>Ç</em><em>AM</em><i>”</i><i> </i>(Mt.24:34). E realmente, menos de quarenta anos depois que Jesus falou estas coisas, Jerusalém caiu, e juntamente com ela o seu soberbo templo, e tudo o que ainda restava da velha aliança. Era, portanto, daquela geração que seriam salvos os que perseverassem até o fim. <p><strong>2.3. A Igreja Triunfante durante a Tribulação</strong> <p>Mesmo diante de toda a apostasia, e toda a perseguição que a Igreja sofreria durante aquele tempo, Jesus garantiu que nada impediria o avanço do Evangelho. Antes que Jerusalém fosse derrubada, as Boas Novas do Reino já teriam sido pregadas em todo o mundo. Certamente, tal promessa fez brilhar os olhos dos discípulos. <p><strong>2.4. O Evangelho pregado em todo Mundo</strong> <p><i>“</i><em>E este evangelho do reino ser</em><em>á</em><em> pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as na</em><em>çõ</em><em>es (etnias). Ent</em><em>ã</em><em>o vir</em><em>á</em><em> o fim</em><i>”</i><i> </i>(Mt.24:14). Será que esta profecia aponta realmente para um futuro ainda distante? Ou será que ela, de alguma maneira, já teve o seu cumprimento também no primeiro século? Primeiro, precisamos nos inteirar acerca do significado do termo <i>“</i>mundo<i>”</i> aqui. A palavra traduzida do grego é <em>Oikumene</em><i> </i>que quer dizer<em>mundo habitado.</em><i> </i>Esta palavra era comumente usada para referir-se à extensão do império romano. Por exemplo, em Lucas 2:1, lemos que César Augusto decretou o <i>”</i><em>recenseamento de todo o mundo habitado</em><i>”</i><em>.</em><i> </i>É lógico que ele não queria que se fizesse um censo que abrangesse todo o planeta. O que estava em foco era a totalidade de territórios dominados pelo império romano. Quando se referia ao mundo como um todo, geralmente se usava a palavra <em>kosmos</em><i> </i>, e não <em>Oikumene</em><i> </i>. Por exemplo, <i>”</i><em>Deus amou o kosmos que deu seu filho unig</em><em>ê</em><em>nito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna</em><i>”</i><i> </i>(Jo.3:16). Escrevendo aos Colossenses, Paulo chega a declarar que no seu tempo o Evangelho <i>”</i><em>foi pregado a toda criatura que h</em><em>á</em><em> debaixo do c</em><em>é</em><em>u</em><i>”</i><i> </i>(Col.1:23). Na mesma epístola ele diz: <i>”</i><em>Em todo o mundo este evangelho vai frutificando</em><i>”</i><i> </i>(Col.1:6). <p>Tal testemunho encontra eco nos escritos de Lucas acerca dos atos apostólicos. A começar pelo dia de Pentecostes. Lucas nos informa que naquele dia, <i>”</i><em>em Jerusal</em><em>é</em><em>m estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu</em><i>”</i><i> </i>(At.2:5). Todos eles tiveram que ouvir o testemunho dos discípulos acerca do Reino de Deus, e isto, em suas línguas nativas. Quando acabou a festa de Pentecostes, muitos deles retornaram às suas nações de origem, e levaram consigo o testemunho do Evangelho. Lucas também nos informa que em apenas dois anos <i>”</i><em>todos os que habitavam na </em><em>Á</em><em>sia ouviram a palavra do Senhor Jesus</em><i>”</i><i> </i>(At.19:10). Não foi em vão que os judeus de tessalônica exclamaram acerca dos discípulos: <i>”</i><em>Estes que t</em><em>ê</em><em>m alvoro</em><em>ç</em><em>ado o mundo, chegaram tamb</em><em>é</em><em>m aqui</em><i>”</i><i> </i>(At.17:6). <p>Há testemunhos históricos de que o Evangelho tenha se expandido por todo o continente asiático ainda no primeiro século. Sabemos, por fonte histórica, que os judeus assírios que presenciaram o derramamento do Espírito no Pentecostes, e que abraçaram o Evangelho quando ouviram o sermão pregado por Pedro, ao retornarem à Mesopotâmia, levaram consigo as Boas Novas do Reino de Deus. Mais tarde, o apóstolo Tomé foi enviado àquela região, e discipulou muitos assírios. Ali, ele manteve sua missão até 45 d.C., cerca de doze anos após a ascensão de Cristo. Depois disto, dirigiu-se à Índia, e lá foi o pioneiro na evangelização daquele povo. Coube aos missionários assírios levar a mensagem de Cristo até os lugares mais longínquos da Ásia, incluindo o Tibete, a Mongólia, a China, o Japão, e a Indonésia. <p>Levando-se em conta que o Evangelho deveria ser pregado à todas as etnias, podemos afirmar com certeza que ainda na primeira metade do primeiro século, cada grupo étnico havia sido alcançado. Desde os negros da África, passando pelos europeus, pelos árabes, até os amarelos ( de quem descendem os índios ), todas as etnias matrizes foram evangelizadas. <p>Não queremos diminuir a importância que se tem em pregar o evangelho a toda criatura. Cremos piamente que o mandato de Jesus para a Sua Igreja, não importando a era em que ela estiver vivendo, é e sempre será: <i>”</i><em>Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura</em><i>”</i><i> </i>(Mc.16:15) e<i>”</i><em>Ide e fazei disc</em><em>í</em><em>pulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo</em><i>”</i><i> </i>(Mt.28:19). Isto é indiscutível. Porém, uma coisa é discipular as nações, e outra é pregar o evangelho do reino apenas para fins de <em>testemunho</em><i> </i>. Quando Jesus afirmou que antes do fim daquela era ( <em>aión</em><i> </i>), o Evangelho do Reino teria que ser pregado em todo mundo ( <em>Oikumene</em><i> </i>), Ele não estava falando acerca do mandato de discipular as nações, a fim de que elas se rendessem à Sua soberania, e sim, acerca do testemunho que deveria ser dado a elas, antes que chegasse o fim daquela era. E isso foi cumprido no primeiro século, como já vimos através de algumas passagens bíblicas. <p>Há ainda uma passagem que não nos permite torcer o seu sentido, e que comprova a veracidade do que temos defendido até aqui. Trata-se de Mateus 10:23. Leia com atenção a afirmação que Jesus faz nesse texto: <p><i>“</i><em>Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que n</em><em>ã</em><em>o acabareis de percorrer as cidades de Israel at</em><em>é</em><em> que venha o Filho do homem.</em><i>”</i>

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